Dia 04 - Congonhas e Mariana

Quinta-feira 26/10/2017 
Em busca das obras de Aleijadinho, grande expoente da arquitetura barroca mineira, o quarto dia da visita técnica começa com o deslocamento de ônibus em direção à cidade de Congonhas, aproximadamente 78km de Belo Horizonte. Um verdadeiro sítio arquitetônico, que reúne um conjunto de obras de arte seja em igrejas e construções ou ainda em esculturas e pinturas que formam um complexo sublime do barroco e torna esse lugar conhecido internacionalmente.
Em Congonhas nos deparamos com o belo e inspirador Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, onde a basílica do complexo nos deu as boas vindas, juntamente com seus doze profetas de pedra-sabão. Uma verdadeira aula sobre história e arquitetura barroca foi dada sob um céu pleno azulado. A Cidade dos Profetas é um importante centro de visitação turística. Como curiosidade, no dia da visita encontramos estudantes fazendo desenhos de observação no local.
       Santuário do Bom Jesus de Matosinhos. Foto: Autores (2017) 
Analisando a fachada da basílica podemos destacar vários elementos típicos da arquitetura barroca como as características curvas e contracurvas, as duas torres sineiras, o frontão, a simetria, o uso da cantaria, um óculo, elementos decorativos e a marcação da entrada feita em pedra sabão; mesmo material das esculturas dos profetas que possuem uma incrível representação sentimental de movimento e graciosidade.
Antônio Francisco Lisboa (Aleijadinho), responsável por grande parte da concepção das construções conseguiu com talento e perseverança "tirar arte de pedra" e propiciar uma singularidade à arquitetura local mineira. O reconhecimento do barroco, estilo predominante da arquitetura mineira, deve-se ao trabalho de Aleijadinho. Além dos doze profetas, o ambiente conta ainda com outras esculturas nos Passos da Paixão que narram a peregrinação de Jesus Cristo durante a sua crucificação. Outro artista bastante conhecido pelo valor de suas obras, as quais podem ser apreciadas, é o pintor Manuel da Costa Ataíde. Algumas de suas obras estão na basílica do santuário e encantam todos os visitantes.
 
Profeta Baruc. Foto: Autores (2017) 
Seguindo viagem, o próximo destino foi a cidade de Mariana, aproximadamente 116km de Belo Horizonte. Lugar que revelou grandes surpresas e enorme riqueza histórica e, sobretudo, arquitetônica, pois reúne num mesmo local duas igrejas belíssimas de expressão barroca e ainda conta com uma Casa de Câmara e Cadeia. Em cada obra podemos observar traços da arquitetura barroca com seus ricos detalhes artísticos e os materiais utilizados como a pedra, a madeira e ouro, em alguns casos. Merece relevância também a paisagem que proporciona momentos de sublime admiração.
Basílicas em Mariana-MG. Foto: Autores (2017)

Casa de Câmara e Antiga Prisão - Mariana MG. Foto: Autores (2017) 
Ao caminhar nas ruas de Mariana pode-se perceber claramente que a cidade teve participação importante na história do estado de Minas Gerais. Podemos perceber que, apesar da dificuldades de preservação patrimonial dos edifícios e do espaço urbano colonial, algumas características do período podem ser identificadas como ruas estreitas e tortuosas, o alinhamento e altura das edificações e os largos em frente às construções principais.
Ao final do dia seguimos para Ouro Preto, que será o nosso último ponto de parada nessa viagem. Estamos ansiosos para descobrir uma das maiores e mais ricas cidades do período colonial. Amanhã tem mais!

Relatos de Gilvan Pereira, Joycce Alynne, Rebeca Falcão, Renato Rodrigues, Soraia Torres e Walter Pessoa.
Revisado por Valquiane Ferreira e Luiz Monte
Dia 04 - Congonhas e Mariana
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Oleh

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