Dia 05 - Ouro Preto

O último dia de viagem foi destinado a conhecer Ouro Preto, Patrimônio Nacional tombado pelo IPHAN e considerado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Atualmente a cidade contém pouco mais de 70 mil habitantes porém, chegou ter uma população de 80 mil pessoas no século XVIII durante o “ciclo do ouro”. Lugar marcado pela história, Ouro Preto foi capital do estado de Minas Gerais, destacando-se na arte e na arquitetura, com alguns pontos que foram visitados, tais como:
· Igreja de Santa Efigênia e de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos;
· Mina de Ouro (Mina Jeje) preservada;
· Ponte Marília de Dirceu;
· Basílica de Nossa Senhora do Pilar;
· Casa dos contos;
· Grande Hotel de Ouro Preto
O primeiro local visitado foi a Igreja Matriz de Santa Efigênia de onde se teve uma vista panorâmica da cidade histórica contrastando com as novas ocupações, que se assemelham ao centro antigo, com relação à morfologia urbana, com ruas estreitas e orgânicas respeitando a topografia do sítio, além dos telhados com a utilização da telha cerâmica. Entretanto, as novas casas diferem-se quanto à implantação no lote que na arquitetura colonial apresentava sobrados geminados e atualmente possuem afastamentos.
Igreja Matriz de Santa Efigênia. Foto Camila Leal (2017)
Em seguida visitamos a Mina do Jeje, lugar onde houve a experiência de entrar em uma escavação construída por escravos e vivenciar o espaço, aprendendo sobre a exploração do ouro e seu escoamento, a sabedoria dos escravos e as crueldades do período da escravidão, enfim, da história não contada do Brasil escravocrata.
Visitação à Mina Jeje. Foto Camila Leal (2017)
Logo após, visitamos a Vila dos Engenheiros, bairro de ocupação do final da década de 1960, que expõe ainda mais as diferenças de padrão tipológico. As casas se assemelham ao “estilo americano”: soltas em grandes lotes, com jardins e ligação direta com espaço público, sem uso de muros fechados, além de ruas largas. Nesse momento fomos acompanhados pela designer Andréa Dutra, moradora do bairro e fundadora da Miúda Mobília | Design Infantil. Além de nos contar sobre a história da Vila dos Engenheiros e da sua relação com o centro histórico, Andréa falou sobre o seu trabalho como designer de móveis, o processo de concepção e fabricação, certificação, mercado, entre outros.

Vista à Vila dos Engenheiros acompanhados por Andréa Dutra. Fotos Camila Leal e Lahys Barros (2017)
À tarde, visitamos a Basílica de Nossa Senhora do Pilar, que assim como a de Santa Efigênia, apresenta toda a riqueza da arquitetura barroca, destacando-se o interior com a presença de altares minuciosamente detalhados, expondo a singularidade do barroco mineiro. Lição do dia: "O barroco não foi feito no AutoCAD", frase proferida pelo divertidíssimo guia Eustáquio (Taquinho). Taquinho também nos apresentou aspectos fundamentais da igreja, como as colunas torsas do altar-mór, próprias do estilo barroco, os elementos em madeira folheados a ouro, o significado dos santos e dos símbolos dispostos no edifício. O ponto alto foi o passeio pela sacristia e pela cripta, locais repletos de imagens sagradas e mobiliário colonial. Seguimos para a Casa dos Contos, onde pudemos encontrar um amplo e suntuoso monumento do barroco mineiro original do ano de 1782, elevado a monumento mundial em 1980. O espaço possui atualmente a missão de preservar a memória econômica-fiscal do ciclo do ouro e da arquitetura barroca local, além de promover as artes e a cultura nacional.
Por fim, visitamos o Grande Hotel de Ouro Preto, única obra modernista da cidade projetado em 1940 pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Apesar do contraste na escala e implantação do edifício, a obra destaca-se pelo respeito na escolha dos materiais adequados ao contexto colonial como o uso do muxarabis, das esquadrias em madeira e da telha cerâmica na cobertura. Além disso o hotel expõe as qualidades típicas do modernismo como a fluidez espacial e a integração com o espaço urbano.
 
Vista do Grande Hotel Ouro Preto. Foto Camila Leal (2017)
Após os cinco dias de visita à diversas cidades mineiras com aulas de história, patrimônio, paisagismo, arquitetura, urbanismo, sociologia, tudo junto e misturado, pudemos perceber a articulação entre os temas visto em sala e como isso se reflete na dinâmica das cidades, desde os centros à periferia, das áreas históricas às áreas contemporâneas, das áreas nobres às áreas pobres. A experiência da viagem foi "TOPZIM", já estamos esperando o próximo destino!!

Relatos de Camilla Machado, Glaubervânia Souza, Jéssica Adriana, Júlia Lins, Nicole Lira e Olga Tavares, sobre v
isita no dia 27/10/2017
Revisado por Camila Leal e Luiz Monte
Dia 05 - Ouro Preto
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Oleh

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